Sobre doer
Eu
só sei que às vezes dói. Não sei ao certo o porquê, mas é como se um nó fosse
aos poucos apertando meu peito, garganta, coração. Esse nó só é desfeito à
medida que as palavras ganham sentido com minha escrita ou quando canto, sinto
como se conseguisse aos poucos desembaraçar, desatar. Às vezes eu me sinto
presa a mim mesma, mas é um momento, e ao chorar, ao escrever, ao pensar, orar,
entendo que tudo é um processo, e que nesse processo que é a vida, há altos e
baixos, há entendimentos internos que se levam determinado tempo para entender.
Talvez as incertezas façam com que causem os nós, e as mesmas incertezas trazem
a alegria, porque a incerteza é um sinal de que o amanhã não é nu e cru, mas
pode ser moldado pelo próprio emocional, basta um pensamento, uma atitude, uma
palavra certeira como flecha na alma. Que a paz sempre reine, que ela impere e
que Deus se agrade da sinceridade do coração, porque de nada adianta por fora
ser bela viola e por dentro pão bolorento.
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