PARTICULARIDADES - 2
Boa tarde! Só para compartilhar: ontem foi como eu havia pensado... o Samuel acordou por volta de 11 vezes e teve sono conturbado porque não está habituado a dormir sozinho de noite. Hoje vai ser a segunda tentativa, nada de frustração ou pensar em desistir. Sempre avante.
Eu fico pasma todas as vezes que lembro o que ele passou e como lutou por sua vida com apenas 1 dia nesse mundo, emudeço. Para quem estiver interessado em saber segue o link para a explicação de sepse neonatal precoce: http://www.copacabanarunners.net/sepse.html; meu príncipe é um milagre!
Hoje mesmo foi um dia em que relembrei. Quando falo em particularidades é que tanto ele quanto a Débora já se depararam com a morte tão pequenos e tão frágeis. Tem bebês que nascem numa boa, crescem, não pegam gripe, bronquiolite ou um mero nariz entupido... E acredite que isso não tem nada a ver com amamentação. Não sou uma frustrada maluca que vai falar que a amamentação é uma mentira, lógico que não. É fato que traz muita imunidade para os bebês até a velhice e isso é comprovado cientificamente, mas eu não tive o privilégio de amamentá-los (meu leite secou) e ambos precisavam muito, mas isso não me torna menos mãe e até hoje ainda sou julgada porque alguns me falam que eu "NÃO QUIS", que foi uma escolha não amamentar; ainda que fosse, seria necessário o respeito. E sem desviar muito o assunto, é sobre isso que venho falar hoje: as frustrações de mãe, seus pressentimentos, suas necessidades, indignações e palpites.
Espero poder ajudar alguém dizendo que quase entrei em depressão quando a Débora nasceu e quando ela tinha 6 meses e eu descobri que estava grávida do Samuel mas superei e estou aqui; como muitos sabem a situação que passei não foi fácil "engolir" uma segunda gravidez. Logo de cara eu rejeitei, chorei, culpei a mim, meu marido, a Deus, a todos. Eu fui fraca sim, falhei? Lógico, quantas mulheres inférteis sonham em ter esse momento único e mágico na vida e eu ali, amaldiçoando um fruto tão especial que Deus havia plantado em meu ventre. Gravidez muito serena, passou voando por ter a Débora que eu já cuidava. Pra você que está grávida e na situação que eu passei: Não se constranja, muitos perguntarão se não tem TV em casa, ficarão com piadinhas idiotas e pensarão que não dará conta. Erga a cabeça, você foi abençoada. Não é fácil e ninguém disse que seria mas é muito glorioso saber que Deus confiou a você essa missão linda de cuidar de dois anjos.
Eu recebo muitas críticas e perguntas como: "Nossa, mas quando você vai voltar a trabalhar? Parou a vida, não é mesmo?" Como se a pessoa fosse pagar as minhas contas ou como se eu estivesse inválida e tudo tivesse acabado para mim. Como sou um pouco insegura, no começo quase cheguei a pensar que tudo estava mesmo perdido e que eu não conseguiria encarar mais esse desafio. Com muita fé venci e venço essa batalha do preconceito consigo mesma todos os dias. Nós nos frustramos, choramos e pensamos que as cólicas, os dentinhos, as noites mal dormidas nunca vão passar. E o mais esquisito disso tudo é que quando acaba a saudade vem.
Claro que eu me estresso, choro muito e dou uns gritos... Até porque sou ser humana, certo? Posso dizer que não sabia o que era ter paciência até virar mãe. Hoje tenho mas ainda muito me falta.
Você ter que lidar com os palpites exagerados no primeiro filho, é uma coisa... No segundo a experiência em algumas situações é sim muito maior e aquele medo de errar fica de lado e a sensação da capacidade vem e se vai logo quando aquele ser humaninho te mostra que ninguém é igual a ninguém. Eu ouço com frequência que sou orgulhosa e sabichona em relação a eles, mas isso é a mais completa mentira. Em primeiro lugar é que eu tenho um jeito de não querer atrapalhar ninguém e isso não é orgulho mas sim consciência (como muitas mães não têm e deixam seus filhos para outras pessoas "criarem") e depois tem a questão de algumas pessoas quererem ajudar e já acharem que sabem de tudo, que seu filho é mais da pessoa que seu e que você não sabe nada sobre ele. Eu sou uma mãe coruja como qualquer outra; mas quando o calo aperta eu recorro sim às avós, tia avós, primas, sites ou seja lá o que for. Estamos aqui sempre para ajudar e ajudarmos as pessoas, isso é fato. Um corpo não é completo se faltar a cabeça ou os pés. Mas tudo dentro de seus limites, do respeito. Respeito de nossas partes em ouvir as vozes mais experientes, e respeito por parte delas em aceitar que Deus nos capacitará e que também podemos ensinar e fazer diferente muitas coisas que elas não sabiam já que Ele permitiu aquele ventre específico de gerar aquela vida, é a dona daquele ventre que tem que cuidar. Acho que esse é um grande debate para nós, mamães novas. Algumas mães, sogras, parentes mais experientes acabam não gostando muito desse detalhe e nos frustram ou desaninam quando não concordam com o que fazemos e debocham ou mudam o nosso tratar com nossos filhos. A minha opinião é: o meu respeito começa onde termina o seu. Essas mentes precisam de mudança e aceitação para uma melhor organização familiar e até menos intrigas e mais amor.
Eu me desdobro com toda certeza para manter a casa em ordem, cuidar do marido, cozinhar, lavar, passar, cuidar dos filhos, cuidar de mim e manter a sanidade na maioria das vezes. O esquecimento vem e o cansaço sobrecarrega. A vontade de um dia de folga vem e as lágrimas escorrem; mais um dia que não deu para completar aquela tarefa que é varrida para debaixo do tapete, amanhã é concluída e aparece outra. Daí momentaneamente você surta e quer passar a madrugada em claro para fazer o que precisa mas se dá conta que sua filha está bem ali sorrindo e te chamando para brincar, demonstrando o seu amor e a necessidade de atenção. A insegurança passa na hora, a explosão de amor te consome. Mil beijos, abraços e um sentimento tão profundo que de um surto se torna alegria e gratidão... gratidão por ser alguém tão imerecedora da graça divina que é ser mãe. E não de um, mas de dois.
#mãededois
#desabafodiário
Linda! Super me identifiquem. Já chorei horrores hoje por me sentir um fracasso e não dar conta de tudo, e olha que sou mãe de um só. Mas nada como um dia após o outro e o sorriso do meu pequeno pra me lembrar de como eu sou abençoada por ter ele! Bjo guerreira!
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